Baterias realistas com Hydrogen

Bom, alguns produtores adoram baterias com sons sintéticos. E o pior é que em algumas composições ficam fantásticas com o som sintético. Querem exemplos de baterias nada reais mais que ficam muito legais no resultado final? Escutem Jota Quest, U2, Queen... eles tem diversos sons que usam bateras sintéticas e que ficam muito atraentes. E claro, a grande maioria das músicas do (falecido, mas eterno) Michael Jackson usa bateras sintéticas e a sonoridade no final fica PERFEITA, muito massa mesmo. Esse tipo de batera pode ser feito com muita facilidade no Hydrogen. Mas...
Se você é um desses produtores que assim como eu, curte sons de batera mais orgânicos, beirando a realidade, pode ter certeza que no Hydrogen, se atendo a alguns pequenos detalhes você pode chegar a um realismo surpreendente. Capaz de enganar até os ouvidos mais experientes. Vou mostrar a vocês como agora:

1 – Prefira kits com timbres parecidos com os de uma bateria real (obvio né?) e se for multi camadas (ou seja, com mais de um som por peça, dependendo do volume com que a peça é “tocada”) melhor ainda. No nosso exemplo, estou usando o Big Mono que tem 16 camadas por peça.


2 – O “Random Pitch” do Hydrogen é uma arma fantástica para dar mais realismo a suas bateras. Mas atenção, tenha cuidado para não fazer sua batera parecer um conjunto de “tonhoinhóins”. O random varia de peças para peça, as mais graves podem ter um Random maior, mas, nas peças mais agudas o Random tem que ser mais leve, ok? Vai pelo ouvido...


3 – Essa é importante, na hora de “escrever” a sua batera no Hydrogen pense como um baterista. As peças nunca são tocadas com a mesma intensidade. Então quando estiver montando os padrões, preste a atenção nos hit hats, bumbos, caixas, conduções, pratos, tons, surdo, rufos, e ataques. Varie os volumes e ouça, aliás, mais que ouça, sinta. Gesticule como se você mesmo estivesse tocando a batera (desde que não tenha ninguém olhando né? Não vai dar uma de louco na frente dos outros huahuaahu... e se te virem não diga que leu isso aqui, huahuhauhuahuauha) e sinta se realmente parece que o trecho foi executado por uma baterista humano.


4 – Efeitos com Hit Hat tornam sua bateria quase incontestável. Caso esteja tocando um rock muito pesado onde o hit hat fica aberto na condução da música o som de uma batida nele não pode embolar com a próxima. As “abridinhas” de hit hat que terminam com o mesmo sendo fechado com o pedal também são bacanas mas devem ser bem feitas. O lance é a duração. Coloque o ponto no na linha do hit hat e depois clique sobre ele com o botão direito do mouse e arraste até o ponto desejado. Isso irá gerar uma faixa azul, que irá determinar a duração do som. Legal, né? Use a mesma técnica nos pratos quando quiser que o baterista “segure” o prato depois de um ataque... Vai ficar muito legal.


5 – Alguns kits soam muito “secos”. Isso não é bom numa batera que tem a intenção de parecer real, pois, ao gravar uma batera real sempre temos vazamentos de som das peças nos microfones das outras, e claro temos a ambiência do local, que é captada pelos overs. Solução? Use um reverb do tipo Plate, ou mesmo um reverb que tenha a opção “Drum Room” e principalmente guie-se pelo seu ouvido, ele é o principal responsável por sua bateria parecer mais real!!


Isso ae, espero ter ajudado ae!!
Peço que me desculpem a demora nas postagens mas nesta semana que passou estive muito doente e só hoje me sinto um pouco mais saudável para escrever-vos.

Paz

PS: . Que diabos é Toinhonhóins?? Hehehe também não sei, mas faça o teste, enfileire umas dez batidas de caixa e coloque o random dela no máximo, você vai ver se não parece uns “tonhoinhóins” uhauhauhauha

5 comentários:

Gustavo PéDePano 11 de julho de 2009 14:16  

boa, otimas dicas pro hidrogen que eu não conhecia, valewzão...

Gustavo PéDePano 11 de julho de 2009 14:57  

ow, wu to sem linux instalado aqui e to usando win por enquanto, vc sabe onde baixar uma versão estavel pra win? abrass

NinjaMusic 12 de julho de 2009 07:30  

Olha meu amigo Pé de Pano, que eu saiba a versão estável pro windows é esta:

http://superdownloads.uol.com.br/download/165/hydrogen/

Mas posso te dizer que achei o Hydrogen mais rápido no Linux, a estabilidade é a mesma nos dois Sistemas.

Valeu

Anônimo 23 de agosto de 2009 09:06  

MARA! o macete de arrastar o botao direito eu nao sabia! aheuaheu estou preferindo tocala no midi por enquanto, nao consegui deixar ela organinica no automatico.. jaja te mando um som aqui, ta rendendo!

[]'s
dtcrshr

Anônimo 11 de novembro de 2009 13:57  

E ae ninja! Você disse que está usando o Big Mono. Porém ele só é compatível com:
Native Instruments Battery 3
Native Instruments Kontakt 2 & 3
EXS24 / Logic

Como você fez para importá-lo para o Hydrogen?

Abraço

Postar um comentário

Studio Linux BR?

Olá galera!
Eu sou o Ninja, e este é um blog relacionado a gravação e edição de audio usando programas opensource e freeware em plataforma Linux. Espero que curtam! Não deixem de conhecer meu trabalho musical no site www.ninjamusic.com.br